Poesia é Risco

Augusto de Campos/ Cid Campos/ Walter Silveira

Novos meios para velhos hábitos.

Recursos técnicos e criativos da eletrônica e do vídeo a serviço da poesia declamada.

A conhecida inquietação do poeta concretista Augusto de Campos já o identifica como um criativo explorador dos limites da poesia e da palavra.

Ao unir-se ao talento do videoartista Walter Silveira, autor da consagrada obra VT Preparado AC/JC , à criatividade e ousadia tecno-musical de seu sobrinho Cid Campos, materializou-se um antigo projeto que conjuga poesia, música, comput adores e recursos eletrônicos.

Poesia é risco é uma obra inspirada na necessidade de resgatar a prática, comum nos anos 50 e ainda hoje na Europa,de poetas declamarem publicamente seus próprios versos. Definido pelos autores como "evento verbicovisual", trata-se de uma performance baseada no trabalho já editado com o mesmo título em CD, no qual os próprios autores executam uma inédita interação de leituras de poemas, música instrumental eletrônica, canto e imagens videográficas.

Nas palavras dos autores, é uma "interpenetração poesia-música" ou "oralização" --¬ ou seja, projeção sonora dos textos falados em "quase-canto", ou "cantofalado". O objetivo é explor ar a potencialidade dramática da palavra e promover a reestruturação da poesia através de combinações de leitura, superposição e fragmentação de vócabulos, montagens de cita&cced il;ões e recursos da tecnologia computadorizada, sintetizadores, samplers e múltiplos canais de gravação.
Ou, como explicam os autores, " criar, através de interpretaçõesoriginais e funcionais, com apoio nos recursos das novas tecnologias, uma íntima relação entre poesia/música/vídeo, recolocando e m novas dimensões a leitura de poesia ¬ a sua oralização ¬ entre nós".


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