DANIEL LIMA


Uma ponte virtual, luminosa e intocável, que partia do Solar do Unhão e se perdia no horizonte, rumo à África. A obra, do artista nascido no Rio Grande do Norte, deu continuidade a seu trabalho de ligações pela luz, iniciado em São Paulo, cidade onde vive. Lima é um artista urbano que provoca intervenções no cotidiano para criar novos sentidos: subverte a linguagem e os meios convencionais, trazendo à tona temas como controle, truculência e racismo. Num trabalho anterior, criou pichações virtuais com raio laser, levando a linguagem das ruas para outros espaços. “Coluna Laser III – Mar” dá continuidade a uma série em que cria pontes virtuais. A luz torna-se assim um guia para o nosso olhar e uma lembrança de nossa ligação com o outro lado do Atlântico. “Em nossa época de simulações e duplicações, de sampling e revisões, Daniel Lima não se prende em identidades fixas, não cultiva raízes, mas antes remixa técnicas, em ações desestabilizadoras de conceitos. Nele, como em outros contemporâneos seus, talvez possamos ver antes um estilhaçamento da identidade, e não sua defesa cega”, diz o escritor Ricardo Rosas.

Nascido em 1973 em Natal, vive e trabalha em São Paulo. Em parcerias com outros artistas e grupos, cria obras audiovisuais que somam imagens, música ao vivo e narração, numa celebração de elementos da cultura urbana. Participou da VII Bienal de Havana (2001), de exposições e eventos de mídia tática no Brasil, na Europa e em outros países da América Latina.



Coluna Laser III – Mar | Salvador, 2005
(Orientação científica: dr. Eduardo Landulfo)



DANIEL LIMA por CONTRA FILÉ


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