CHERYL FINLEY
A pesquisadora falou sobre o “turismo de raízes”,
em que a visita a vestígios materiais da história (como
os castelos de Gana que serviram ao tráfico de escravos e a pelourinhos
de Salvador) contribui para a reflexão e a afirmação
da identidade de afro-descendentes. Professora assistente visitante
de História da Arte e Cultura Visual do Africana Studies and
Research Center da Universidade de Cornell, Cheryl Finley é também
curadora, consultora, crítica de arte e colunista. Seus principais
temas são a fotografia, a arte afro-americana e o turismo cultural.
A pesquisadora obteve seu doutorado em estudos Afro-Americanos e História
da Arte na Universidade de Yale. É autora de diversos artigos
e ensaios, entre eles “Authenticating dungeons, whitewashing castles:
the former sites of the slave trade on the Ghanaian coast”, sobre
o turismo cultural em Gana, e "Committed to memory: the slave ship
icon in the Black Atlantic imagination”, que analisa o uso e o
significado da gravura “Description of a slave ship” (século
XVIII) no seio do movimento abolicionista e como ícone na história
do “Atlântico Negro”. Cheryl Finley trabalha em artigos
que serão publicados nos próximos anos sobre o Atlântico
Negro e, também, sobre a artista cubano-americana Maria Magdalena
Campos-Pons.
CHERYL FINLEY
Filadélfia (Pensilvânia), EUA. Vive e trabalha na região
de Nova York

ENSAIO "AUTENTICANDO MASMORRAS,
BRANQUEANDO CASTELOS" (PDF)