Exposição Nacional do Senegal
Curadoria Koyo Kouoh

Desde sua chegada ao continente africano no fim do século XIX, a fotografia encontrou um campo fértil no Senegal, país de origem de célebres artistas de estúdio como Mama Casset. Nesta seleção, que apresenta a diversidade da produção fotográfica daquele país, a curadora Koyo Kouoh partiu para uma incansável pesquisa, até chegar a quatro nomes que representam novas gerações: Aliou Mbaye, Kandé Senghor, Matar Ndour e Pape Seydi. “Esta mostra tem a intenção de facilitar a descoberta de novas histórias e novos autores, de modo a permitir um afastamento de tudo aquilo apresentado e representado anteriormente em fotografia no Senegal”, diz Kouoh. O resultado foi apresentado na V edição dos Encontros da Fotografia Africana em Bamako (2003), no Mali, o mais importante evento do gênero no continente. A curadora visitou laboratórios, descobriu a herança deixada pelos fotógrafos de estúdio e o vigor de uma prática até hoje comum no país: a fotografia itinerante, que acompanha eventos sociais e políticos, e que convive com a chamada fotografia de arte.

“A qualidade de um fotógrafo não é medida fundamentalmente por seu know-how, mas pela força da história que ele conta em suas imagens. Não há equívoco… Na África, como em qualquer outro lugar, um fotógrafo, assim como qualquer escritor, é um contador de histórias. Ele reconta a vida. Certas recomendações religiosas e tradições verbais não estancaram a necessidade dos africanos de documentar suas experiências”, diz Kouoh.




Aliou Mbaye

Dacar, 1966. Vive e trabalha em Dacar
Iniciou a carreira como fotógrafo de bairro. Trabalha hoje para a Agência Panafricana de Imprensa, para a qual realizou uma série sobre a “luta com golpes” senegalesa. Os combates são acompanhados de festas, apostas milionárias e rituais para intimidar adversários.







Fatou Kandé Senghor

Dacar, 1971. Vive e trabalha em Dacar
Estudou literatura e civilizações de países anglófonos. É diretora, fotógrafa e figurinista. O tema mais freqüente em sua obra é a mulher africana e, particularmente, as elaboradas técnicas de sedução feminina.








Matar Ndour

Dacar, 1956. Vive e trabalha em Dacar
Autodidata, começou a fotografar aos 16 anos. Inicialmente, registrou cerimônias familiares. Seu interesse pela fotografia industrial levou-o a trabalhar com moda e jornalismo. Atualmente dedica-se a um trabalho autoral.







Pape Seydi

Dacar, 1969. Vive e trabalha em DacarEstudou no Centro Soleil d’Afrique, em Bamako (Mali), e no Centro de Ciências e Técnicas da Informação, em Dacar (Senegal). É fotojornalista do “Scoop”, jornal de Dacar. Seu trabalho já foi apresentado na Europa e nos Estados Unidos.


Copyright© Videobrasil - 2005