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SONHO INSPIRA VIDEOINSTALAÇÃO
INÉDITA DE MARIO CRAVO NETO
Mostra
Pan_Africana de Arte Contemporânea
Museu de Arte Moderna da Bahia (Solar do Unhão)
Av. Contorno, s/n°, Salvador /// Tel.: +71 3329 0660
De 18 de março a 17 de abril de 2005
De 3ª a domingo, das 13 às 19 horas
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador // Tel.: +71 3116 8100
De 19 de março a 29 de março de 2005 |
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Uma
instalação com imagens abertas do mar e do horizonte
foi criada especialmente pelo artista baiano Mario Cravo Neto
(Salvador, BA, 1947) para a Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea,
que será inaugurada no dia 18 de março em Salvador.
Batizada de “Somewhere over the rainbow”, ela
não é uma alusão ao filme “O Mágico
de Oz”, mas uma referência a um sonho do artista, em
que o orixá Exu observa o mundo do alto. A obra, que reúne
vídeo e fotos, evoca o horizonte e o mar, que ao mesmo tempo
une e separa o Brasil da África. “Somewhere over the
rainbow” marca uma nova fase na carreira do artista, em que
se percebem grandes espaços abertos, exuberante luz natural,
e o infinito do horizonte. Esta é a primeira vez que Cravo
Neto faz uma videoinstalação. Nela, o visitante “mergulha”
num ambiente formado por imagens do mar.
Aos 17 anos, Mario Cravo Neto realizou as primeiras experiências
em escultura e fotografia. Nos anos 1960, estudou fotografia no
Brasil, na Itália e nos Estados Unidos. No fim da mesma década,
paralelamente às fotos, criou esculturas em acrílico,
das quais faziam parte plantas vivas (como em terrários).
De volta ao Brasil em 1970, expôs as esculturas na XII Bienal
de São Paulo, em 1973. A partir da segunda metade da década
de 1970 voltou sua atenção para a fotografia de estúdio.
A obra fotográfica de Mario Cravo Neto dialoga com o imaginário
da religiosidade católica e do candomblé.
A Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea tem curadoria
de Solange Farkas, diretora e curadora da Associação
Cultural Videobrasil, e é realizada com patrocínio
da Petrobras, com apoio do Ministério da Cultura,
da Fundação Cultural Palmares, da Embaixada
da França no Brasil e da Aliança Francesa.
Em 2000, em parceria com o curador Clive Kellner e com apoio do
SESC São Paulo, a Videobrasil realizou a Mostra Africana
de Arte Contemporânea, em São Paulo.
Além de Cravo Neto, quatro outros artistas ocupam o histórico
Solar do Unhão, que no período colonial abrigou casa-grande,
senzala e pelourinho: António Ole, de Angola, Maria
Magdalena Campos-Pons, de Cuba/Estados Unidos, Eustáquio
Neves e Daniel Lima, do Brasil. A escolha do local é
tão natural quanto a da cidade de Salvador, que reúne
uma das maiores populações de afro-descendentes do
país, e que soube preservar e recriar tradições
com raízes na África. A curadora Koyo Kouoh
apresenta em Salvador quatro nomes da vigorosa fotografia contemporânea
do Senegal. Eles representaram o país na quinta edição
dos Encontros da Fotografia Africana BAMAKO (Mali). Na Sala
Walter da Silveira será apresentada a mostra “L’Afrique
se filme”, que reúne obras selecionadas representativas
do Festival Pan-Africano do Cinema e da Televisão de Ouagadougou
(FESPACO), em Burkina Fasso.
Para discutir a arte e a identidade de afro-descendentes serão
organizados debates com os pesquisadores Cheryl Finley, Zita
C. Nunes, Antônio Godi e João Carlos
Rodrigues. O premiado escritor angolano José Eduardo
Agualusa, um dos mais importantes escritores africanos de língua
portuguesa, também participará dos debates.
Patrocínio:
Apoio Institucional:
Apoio Cultural:
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