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INSTALAÇÃO INÉDITA DE
EUSTÁQUIO NEVES FALA DA VIDA DE
AFRO-DESCENDENTES NO BRASIL
Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea
MAM - de 18 de março a 17 de abril de 2005
Sala Walter da Silveira – de 19 a 29 de março de
2005
Museu de Arte Moderna da Bahia (Solar do Unhão)
Av. Contorno, s/n°, Salvador /// Tel.: +71 3329-0660
De terça a domingo, das 13 às 19h
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador /// Tel.: +71 3116-8100 |
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O
fotógrafo Eustáquio Neves
(Juatuba, MG, 1955) apresentará em Salvador uma instalação
inédita, especialmente criada para a Mostra
Pan-Africana de Arte Contemporânea, que será
inaugurada dia 18 de março no Museu de Arte
Moderna da Bahia (MAM) e na Sala Walter
da Silveira. |
Neves,
que ocupará uma das salas do MAM, criou a obra ”Outros
navios”, em que projeta imagens de diferentes séries
fotográficas: “Arturos”, que retrata descendentes
de um antigo quilombo em Minas Gerais, “Boa aparência”,
que faz um comentário sobre o racismo de anúncios
de emprego que exigem “boa aparência” (forma
velada de excluir negros), “Objetização do
corpo”, sobre a ausência de negros na publicidade,
e “Máscara de punição”, criado
a partir de imagens do Museu do Escravo (MG) e de fotos de sua
mãe.
A mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea é produzida
pela Associação Cultural Videobrasil,
com curadoria de Solange Farkas, diretora e curadora
da Associação. O patrocínio é da Petrobras,
com apoio do Ministério da Cultura, e
apoio institucional da Fundação Cultural
Palmares, da Embaixada da França no Brasil
e da Aliança Francesa. Em 2000, em parceria
com o curador Clive Kellner e com apoio do SESC São Paulo,
a Videobrasil realizou a Mostra Africana de Arte Contemporânea,
em São Paulo.
Fotógrafo autodidata, Neves estudou violão clássico
e química antes de se dedicar a uma obra que se destaca
tanto pela escolha e tratamento dos temas quanto pela manipulação
das próprias imagens. Negativos e cópias são
expostos a processos químicos, num experimentalismo que
as altera fisicamente e potencializa texturas e dramaticidade.
Nos anos 1980, quando ainda trabalhava como técnico em
química, Neves fotografou casamentos, fez books de modelos
e criou cartões-postais. Foi somente no fim dessa década
que a fotografia se tornou sua principal atividade.
A exposição intensifica as trocas entre Brasil e
África, promove uma reflexão sobre a diáspora
africana e o papel da arte na formação da identidade
negra, e discute também as relações entre
o continente e os países das Américas que participaram
do comércio triangular em que o trabalho escravo era um
dos alicerces.
Além de Neves, participam da mostra o angolano António
Ole, a cubano-americana Maria Magdalena Campos-Pons,
os brasileiros Mario Cravo Neto e Daniel
Lima.
A curadora Koyo Kouoh apresenta em Salvador
quatro nomes da vigorosa fotografia contemporânea
do Senegal. Eles
representaram o país na quinta edição
dos Encontros da Fotografia Africana BAMAKO
(Mali). Na
Sala Walter da Silveira será apresentada a mostra
“L’Afrique se filme”, que reúne
obras selecionadas representativas do Festival Pan-Africano
do Cinema e da Televisão de Ouagadougou,
em Burkina Fasso. |
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Patrocínio:
Apoio Institucional:
Apoio Cultural:
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