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MÚSICA AFRO-BRASILEIRA EM DEBATE NA
MOSTRA CONTEMPORÂNEA DE ARTE AFRICANA
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Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea
Encontro com intelectuais do eixo pensamento
Domingo, 20 de março, às 16h
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador – BA /// Tel.: (71) 3116-8100
Entrada franca |
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Pesquisador
da cultura negra, um dos fundadores do S.A.M.B.A. (Sócio-Antropologia
da Música Baiana)/Universidade Federal da Bahia,
Antônio Godi traz à Mostra
Pan-Americana de Arte Contemporânea perguntas
que nos desafiam a pensar sobre a produção
cultural de afro-descendentes e as conquistas sociais a
ela associadas. Godi, que participará de um debate
ao lado de outros pesquisadores, lembra que, apesar de 2005
marcar o vigésimo aniversário de surgimento
da axé-music – um dos mais retumbantes fenômenos
musicais brasileiros –, não se nota um avanço
considerável das condições sociais
de afro-descendentes na Bahia, estado onde surgiu o estilo. |
Num
provocador ensaio intitulado “Performance afro-musical: legitimação
e pertencimento no contexto eletrônico”, publicado no
catálogo que acompanha a mostra em Salvador, Godi fala da
importância da música no fortalecimento da identidade
de afro-descendentes. O autor lembra que influências de raízes
africanas permeiam ritmos tão distintos quanto o samba e
o rock nacional, e criam ritmos híbridos originais, como
o samba-reggae da Bahia. Godi questiona, contudo, o alcance social
desses fenômenos:
“[...] por que o Carnaval de Salvador, marcado pela poderosa
presença da estética negra, não tem contribuído
para uma visível conquista social dos afro-descendentes?
Por que os blocos afro-populares carnavalescos, apesar de serem
os reais produtores das danças e das músicas que alimentam
o mercado de cultura e de lazer de Salvador, convivem com problemas
para continuar existindo? Por que os criadores da estética
musical e performática baiana (compositores e coreógrafos)
não têm visibilidade e respeitabilidade nesse mercado?
Por que o povo que cria e faz a festa não tem espaço
e segurança no Carnaval da capital baiana? Por que, num contexto
marcado por um processo acelerado de pertencimento e legitimação
da cultura negra, a maior parte da cidade mais negra do Brasil continua
amargando os piores índices sociais?”
Godi participará de uma mesa-redonda da qual farão
parte também o pesquisador carioca João Carlos
Rodrigues e as americanas Cheryl Finley
e Zita C. Nunes. Eles abordarão, respectivamente,
os temas cinema nacional e negros, turismo de raízes e a
identidade negra.
A mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea é produzida
pela Associação Cultural Videobrasil,
com curadoria de Solange Farkas, diretora e curadora
da Associação. O patrocínio é da Petrobras,
com apoio do Ministério da Cultura, e apoio
institucional da Fundação Cultural Palmares,
da Embaixada da França no Brasil e da Aliança
Francesa. Em 2000, em parceria com o curador Clive Kellner
e com apoio do SESC São Paulo, a Videobrasil realizou a Mostra
Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo.
Participam da mostra o angolano António Ole,
a cubano-americana Maria Magdalena Campos-Pons,
os brasileiros Eustáquio Neves, Mario
Cravo Neto e Daniel Lima. Os representantes
do Senegal na quinta edição dos Encontros
da Fotografia Africana BAMAKO (Mali) também terão
seus trabalhos apresentados. Na sala Walter da Silveira será
apresentada a mostra “L’Afrique se filme”, que
reúne obras selecionadas representativas do Festival Pan-Africano
do Cinema e da Televisão de Ouagadougou, em Burkina Fasso.
Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea
MAM - de 18 de março a 17 de abril de 2005
Sala Walter da Silveira – de 19 de março a 29 de março
de 2005
Museu de Arte Moderna da Bahia (Solar do Unhão)
Av. do Contorno, s/n°, Salvador /// Tel.: +71 3329 0660
De 3ª a domingo, das 13 as 19 horas.
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador // Tel.: +71 3116 8100
Patrocínio:
Apoio Institucional:
Apoio Cultural:
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