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TURISMO DE RAÍZES EM DEBATE NA MOSTRA
PAN-AFRICANA DE ARTE CONTEMPORÂNEA
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Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea
Encontro com intelectuais do eixo pensamento
Domingo, 20 de março, às 16h
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador – BA /// Tel.: (71) 3116-8100
Entrada franca |
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O
chamado “turismo de raízes”,
prática que fortalece e ajuda a elaborar a identidade
de afro-descendentes, é o tema que será abordado
pela pesquisadora americana Cheryl Finley
na Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea,
que reúne na sala Walter da Silveira e no Museu de
Arte Moderna da Bahia, em Salvador, importantes pensadores
e artistas, e promove o diálogo entre Brasil e África.
Finley, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos,
estudou as visitas de afro-descendentes aos chamados castelos
de Gana, fortificações construídas
por europeus de diferentes origens, que, entre os usos do
passado, serviram como importante entreposto do tráfico
de escravos. |
A pesquisadora,
curadora e crítica de arte, é autora de ensaios como
“Authenticating Dungeons, Whitewashing Castles: the Former
Sites of the Slave Trade on the Ghanaian Coast” (“Autenticando
masmorras, branqueando castelos: pontos do comércio escravo
na costa de Gana”), que tem uma versão publicada no
catálogo que acompanha a exposição.
Nele, Finley fala sobre o encontro com elementos materiais do passado,
que acontece também em cidades como Salvador.
A autora estuda as implicações políticas e
econômicas do “turismo de raízes” no presente:
se para grande parte dos afro-americanos os vestígios do
comércio escravo são o ponto mais relevante desse
reencontro com os origens, pode-se argumentar que o significado
desses vestígios materiais é distinto para os habitantes
da Gana contemporânea. Para eles, a longa história
dessas fortificações e suas múltiplas funções
deveriam ser enfatizadas. A autora participará de uma mesa
redonda da qual farão parte também o pesquisador baiano
Antônio Godi, o carioca João
Carlos Rodrigues, e a americana Zita C. Nunes.
Eles abordarão, respectivamente, os temas produção
musical de afro-brasileiros, o cinema nacional e os negros, e a
identidade negra.
A mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea é produzida
pela Associação Cultural Videobrasil,
com curadoria de Solange Farkas, diretora e curadora
da Associação. O patrocínio é da Petrobras,
com apoio do Ministério da Cultura, e apoio
institucional da Fundação Cultural Palmares,
Embaixada da França no Brasil e Aliança
Francesa. Em 2000, em parceria com o curador Clive Kellner
e com apoio do SESC São Paulo, a Videobrasil realizou a Mostra
Africana de Arte Contemporânea, em São Paulo.
Participam da mostra o angolano António Ole,
a cubano-americana Maria Magdalena Campos-Pons,
os brasileiros Eustáquio Neves, Mario
Cravo Neto e Daniel Lima. Os representantes
do Senegal na quinta edição dos Encontros
da Fotografia Africana BAMAKO (Mali) também terão
seus trabalhos apresentados. Na sala Walter da Silveira será
apresentada a mostra “L’Afrique se filme”, que
reúne obras selecionadas representativas do Festival Pan-Africano
do Cinema e da Televisão de Ouagadougou, em Burkina Fasso.
Mostra Pan-Africana de Arte Contemporânea
MAM - de 18 de março a 17 de abril de 2005
Sala Walter da Silveira – de 19 de março a 29 de março
de 2005
Museu de Arte Moderna da Bahia (Solar do Unhão)
Av. do Contorno, s/n°, Salvador /// Tel.: +71 3329 0660
De 3ª a domingo, das 13 as 19 horas.
DIMAS | Sala Walter da Silveira
Rua General Labatut, 27 – Barris (prédio da Biblioteca
Pública Estadual)
Salvador // Tel.: +71 3116 8100
Patrocínio:
Apoio Institucional:
Apoio Cultural:
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