Artistas


Adriano Costa (Brasil-SP, 1975)
Tapetes, 2010 | Tecidos diversos, 5 m2
O artista se apropria de objetos cotidianos e os dispõe de maneira que define como “pré‐escultórica”, para explorar o momento indefinido em que algo ainda não foi determinado como arte. A obra problematiza o estatuto que atribui caráter artístico.
 
 

Akram Zaatari (Líbano, 1966)
Tomorrow everything will be alright, 2010 | Vídeo, 12’
Ao longo de uma intensa troca de ideias no decorrer de uma noite, uma história de amor, perda e saudade se desenrola. O trabalho é uma espécie de homenagem ao cineasta francês Éric Rohmer e à sua atenção ao detalhe do cotidiano humano.
 
 

Alexandre B (Brasil-MG, 1979)
O instante impossível [gotas e taça], 2010 | Três projetores artesanais, 71 x 40 x 40 cm cada
Imagens projetadas por dispositivos ópticos feitos com materiais simples criam ilusão de temporalidade dessincronizada e ausência de gravidade. Sem nostalgia, o artista reabilita e renova a significação de tecnologias arcaicas.
 
 

Ali Cherri (Líbano, 1976)
My pain is real, 2010 | Videoinstalação, três canais de vídeo
As formas contemporâneas de comunicação tornaram as imagens de sofrimento e atrocidades parte de nosso cotidiano. O artista simula incisões e mutilações no próprio rosto para investigar nossa capacidade de nos tornar espectadores indiferentes.
 
 

Ana Prata (Brasil-MG, 1980)
Três cenas, 2010 | Vídeo, 10’37”, loop
Em três cenas, a artista se apresenta em atitudes enigmáticas de espera, comoção ou ataraxia. As sensações de angústia, dúvida e incomunicabilidade transmitidas pela obra investigam o estatuto dramatúrgico da performance.
 
 

André Favilla (Brasil-SP, 1971)
Planos n.2, 2010 | Impressão digital sobre papel, 196 x 196 cm
Pinturas do artista alemão Joseph Albers são o ponto de partida para o desenho, que alia recursos digitais à modulação do gesto humano para representar um espaço instável, suspenso, delineado por zonas de tensão e desiquilíbrio.
 
 

Andrei Rubina Thomaz (Brasil-RS, 1981)
Somewhere in time, 2009 | 126 cartões de 14 x 21 cm dispostos simetricamente, cartões empilhados, computador
O trabalho embaralha legendas de diferentes filmes e propõe um jogo de reorganização narrativa. O embate entre acaso e condicionamento cultural permeia o conjunto de elementos, que são rearranjados e rearticulados pelo espectador.
 
 

Angelica Mesiti (Austrália, 1976)
Rapture (silent anthem), 2009 | Vídeo sem áudio, 10’16”, loop
Num evento coletivo, uma câmera oculta e muito lenta revela expressões de êxtase nos rostos de jovens. As expressões remetem ao fervor devocional de imagens religiosas, instigando o espectador a entender a natureza do evento.
 
 

Anna Baumgart (Polônia, 1966)
Fresh cherries, 2010 | Vídeo, 18’59”
Nessa ficção experimental, construída sobre relatos de judeus vitimados pelo nazismo, o nacionalismo alemão é metáfora para questões políticas, sociais e culturais universais, tendo como personagem condutor uma polonesa doutoranda em estudos judaicos.
 
 

Aya Eliav, Ofir Feldman (Israel, 1977)
Art idol, 2011 | Performance, 52’
Como em um famoso reality show, artistas se apresentam perante um júri, reencenando performances históricas. Bem‐humorada, a obra problematiza temas como a relevância dessa linguagem no cenário atual e a espetacularização da arte. Dia 2.10, às 17h e às 20h, na Sala de Espetáculos 2. Dia 3.10, às 22h, no SESC TV.
 
 

Ayrson Heráclito (Brasil-BA, 1968)
Buruburu, 2010 | Videoinstalação, dois canais de vídeo
Buruburu significa pipoca em dialeto afro‐brasileiro. A pipoca está associada, no Candomblé, a Obaluaê, orixá das doenças e curas. A obra invoca questões rituais, simbólicas e etnográficas, e aborda a relação entre natureza e construções culturais.
 
 

Bakary Diallo (Mali/França, 1979)
Les feuilles d’un temps, 2010 | Vídeo, 4’36”, loop
A obra parte de memórias de infância do artista, quando ele, enquanto ajudava a mãe nas tarefas domésticas, formou sua consciência sobre o valor das mulheres que cuidam da casa, notando nesse cuidado uma forma de manifestar respeito por si e pelo outro.
 
 

Basma Alsharif (Kuwait/Líbano, 1983)
The story of milk and honey, 2010 | Vídeo, 9’42”, e três séries fotográficas
Em Beirute para escrever uma história de amor, um personagem anônimo mergulha em uma jornada de imagens, canções e cartas, enquanto uma narração em off dilui fronteiras entre corpo político e experiência subjetiva, amor e patriotismo.
 
 

Bogdan Perzynski (Polônia/EUA, 1954)
A family and friends event, 2010 | Vídeo, 5’07”, loop
Um prosaico encontro de mulheres que cantam de maneira amadora clássicos da música popular americana invoca o imaginário desse universo cultural e, num segundo momento, aspectos mais sutis, como a relação entre as personagens.
 
 

Bouchra Khalili (Marrocos/França, 1975)
The Mapping Journey Project, 2008-2011 | Cinco vídeos (de uma série de oito): Mapping Journey #1 (2008), Mapping Journey #3 (2009), Mapping Journey #5 (2010), Mapping Journey #7 (2011), Mapping Journey #8 (2011).

Por meio de rotas percorridas ilegalmente por cinco emigrantes, entre Europa e Palestina, a obra delineia uma geografia paralela, em um contexto de deslocamento sociocultural e de “existências clandestinas”, na expressão do filósofo Michel Foucault.
 
 

Carla Zaccagnini (Argentina/Brasil-SP, 1973)
Bravo-Radio-Atlas-Virus-opera, 2010 | Registro videográfico das horas navegáveis da travessia inter-oceânica do Canal do Panamá, em sentido Atlântico-Pacífico, realizada entre as 16h de 29.7.2009 e as 13h do dia seguinte, e pintura sobre parede, 10h45′
Uma projeção exibe o registro, em tempo real, de uma travessia transoceânica pelo canal do Panamá. A embarcação surge cercada por água, mas descontextualizada. Poucos elementos orientam a leitura do trabalho, que articula o cenário natural e a ação humana.
 
 

Carlos Adriano (Brasil-SP, 1966)
Santoscópio = Dumontagem, 2010 | Videoinstalação, quatro canais
A partir de um filme sobre Santos Dumont feito com mutoscópio, aparato que utilizava cartões impressos para produzir animações no começo do século 20, o artista cria uma forma documental de experimentalismo, com certa proximidade do gênero retrato.
 
 

Carlosmagno Rodrigues (Brasil-MG, 1972), Alonso Pafyeze (brasil-mg, 1982)
1976 – lugar sagrado, 2010 | vídeo, 5’34”
Três seres vivos mantidos à força no fundo de uma piscina convidam o espectador a refletir sobre morte e sufocamento. A clara composição de elementos visuais contrasta com o obscuro tema invocado: o torpor e a relutância que permeiam a existência.
 
 

Carolina Caliento (Brasil-SP, 1982)
Todas as vozes, 2011 | Colagem e óleo sobre madeira, 180 x 230 cm
A obra investiga a visualidade da metrópole, propondo um diálogo crítico entre questões urbanísticas e temas relativos à história da arte. A mescla de pintura e colagem cria paisagens marcadas pela sobreposição caótica de perspectivas e pela violência visual.
 
 

Chico Dantas (Brasil-PB, 1950)
Via República, 2010 | Vídeo, 7’
Enquanto sua câmera percorre a rua da República, principal via de acesso à cidade de João Pessoa (PB), o artista se vale de interferências visuais e reminiscências em off para tentar preencher o vazio criado por um cenário de abandono e degradação.
 
 

Christian Delgado (Argentina, 1972), Nicolás Testoni (Argentina, 1974)
La habitación infinita, 2010 | Videoinstalação, dois canais
Partindo da premissa de que uma imagem projetada adquire novo sentido quando passa de um suporte inerte para uma superfície viva, a videoinstalação investiga as dicotomias natureza e cultura, originalidade e cópia, vigília e sono, vida e morte.
 
 

Cinthia Marcelle (Brasil-MG, 1974)
Cruzada, 2010 | Vídeo, 8’36’’
Uma banda de música evolui por um cruzamento. Recorrendo a expedientes da performance, da pintura, da videoarte e das artes sonoras, a obra explora a dinâmica entre repetição e variação para suscitar questionamentos sobre embates socioculturais.
 
 

Claudia Joskowicz (Bolívia/EUA, 1968)
Round and round and consumed by fire, 2009 | Vídeo, 9’11”
A obra, uma única lenta tomada panorâmica, inspira‐se em cena de Butch Cassidy e Sundance Kid, quando a dupla é encurralada pela polícia boliviana. A cena quase inerte cria um efeito de ansiedade, ressalta os vazios da narrativa e reinventa sua dinâmica.
 
 

Cristiano Lenhardt (Brasil-RS/PE, 1975)
Solenidade de hasteamento da bandeira “ao vivo”, 2009 | Vídeo, 6’
A obra reencena, em tom jocoso, desfiles militares que culminam com hasteamento de bandeira, para criar uma alegoria, com conotações históricas, políticas e estéticas, do aspecto risível das formas de representação militar do Estado.