Primeiro livro brasileiro sobre
Olafur Eliasson chega às lojas

A primeira publicação brasileira sobre Olafur Eliasson chega às livrarias na próxima semana. Realizado pela Associação Cultural Videobrasil em parceria com o SESC, Olafur Eliasson – Seu corpo da obra (Edições SESC SP, 488 págs, R$ 60) registra e aprofunda a experiência da exposição do artista no Festival. Seu corpo da obra continua em cartaz nos SESCs Pompeia e Belenzinho até o dia 29 de janeiro, depois de ter sido vista por mais de 300.000 pessoas.

Com edição bilíngue, o livro reúne ensaios fotográficos que exploram as onze instalações exibidas por Eliasson no Brasil, como Cachoeira, que ocupa o deque do SESC Pompeia, Take Your Time, espelho suspenso sobre o Octágono da Pinacoteca de São Paulo, e Sua cidade empática, criada em colaboração com o cineasta brasileiro Karim Ainouz.

A intervenção Your new bike, na qual Eliasson fez espalhar por São Paulo 12 bicicletas com as rodas substituídas por espelhos, é objeto de um dos capítulos, enquanto ensaios fotográficos adicionais registram experiências realizadas pelo artista nas ruas de São Paulo, como parte de seu processo de aproximação com a cidade.

Em textos criados para a publicação, a curadora Lisette Lagnado e o pesquisador Guilherme Wisnik relacionam a obra de Eliasson a manifestações brasileiras contemporâneas em campos como arte e arquitetura.

Em entrevista ao curador da exposição e organizador do livro, Jochen Volz, o artista fala de suas percepções da cidade, comenta os espaços ocupados pela exposição e pensa sobre o papel da arte no mundo contemporâneo. “A arte não é necessariamente uma solução, mas uma metodologia para integrar crítica e ação”, afirma.

“O livro é parte da exposição, e não meramente seu registro; inclui séries fotográficas retratando as pancadas de chuvas de verão, lojas de luminárias da rua da Consolação e edifícios públicos que capturaram o interesse do artista com seus espaços radicais de concreto”, explica Volz, diretor artístico do Instituto Inhotim (MG). “Essas séries não têm caráter documental; elas são o resultado da investigação que o artista realizou sobre a cidade, investigação que serve de matriz para o desenvolvimento de seu trabalho”.

Primeira individual do artista na América Latina, a exposição Olafur Eliasson – Seu corpo da obra terá ainda um importante desdobramento: um filme em que Karim Aïnouz interpreta a obra de Eliasson a convite do Videobrasil. Com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2012, o filme integrará a série Videobrasil Coleção de Autores.

O livro Olafur Eliasson – Seu corpo da obra estará à venda nas lojas do SESC, na livraria virtual da instituição (www.lojasescsp.org.br) e em livrarias paulistanas a partir de 23 de janeiro.

Com relação preço-qualidade incomum no mercado, ele é fruto da mesma parceria que realizou, em 2010, Joseph Beuys – A revolução somos nós, contemplado com um prêmio Jabuti na categoria Livro de Arte em 2011.

Nossos votos


Queridos amigos e parceiros,

Estamos encerrando 2011 em clima de comemoração, de conquistas e de novos projetos. Gostaríamos de compartilhá-los com todos que, de alguma forma, contribuem para o sucesso de nossas ações.

Primeiro festival internacional de arte contemporânea do país, o 17º Videobrasil registrou um recorde de 300 mil visitantes e de 90 mil atendimentos da curadoria educativa nas mostras Panoramas do Sul e Olafur Eliasson – Seu corpo da obra.

Também serviu de plataforma para duas iniciativas vitoriosas: o programa Videobrasil no SESCTV, que lança a ideia da utilização de nossos conteúdos na televisão; e o Ateliê Aberto Videobrasil, que comissionou obras realizadas em residência na Casa Tomada.

Olafur Eliasson – Seu corpo da obra foi eleita pela Associação de Críticos de Arte de São Paulo a mostra de artes visuais mais importante do ano. Ainda este ano, chega às livrarias e lojas do SESC o livro que integra a exposição. Em 2012, lançamos o filme em que o cineasta Karim Aïnouz relê a obra de Eliasson.

O Festival prossegue com a exposição de Eliasson nos SESCs Pompeia e Belenzinho (até 29.1) e na Pinacoteca do Estado (até 8.1). Mas suas reverberações se estendem.

Três dos artistas contemplados com prêmios de residência na mostra Panoramas do Sul começam seus intercâmbios no primeiro semestre de 2012: Carla Zaccagnini (pARTage, Ilhas Maurício); Dirceu Maués (WBK Vrije Academie, Holanda); e Claudia Joskowicz (Instituto Sacatar, Itaparica, BA).

A Exposição Itinerante Panoramas do Sul 2012-2013, que reúne as obras premiadas e os trabalhos comissionados pelo 17º Festival, começa a circular em março, percorrendo as unidades do SESC no interior de São Paulo, e segue com paradas em capitais brasileiras e internacionais.

Nosso principal projeto para 2012 é a primeira retrospectiva brasileira da obra do artista britânico Isaac Julien. A exposição se alinha às mostras de artistas referenciais produzidas antes pelo Videobrasil, e dedicadas à francesa Sophie Calle (2009) e ao alemão Joseph Beuys (2010).

Encerramos 2011 com duas alegrias: o lançamento do Caderno SESC_Videobrasil 7 – A Revista; e a conquista de um Prêmio Jabuti pelo livro Joseph Beuys – A revolução somos nós, segundo lugar entre os melhores livros de arte de 2010.

Nossos agradecimentos ao SESC e à Electrica Cinema e Vídeo, parceiros fundamentais, e a todos os que prestigiaram nossas ações, exposições e publicações em 2011, contribuindo para torná-las significativas e relevantes. Desejamos a todos um 2012 igualmente cheio de realizações e conquistas.

Solange Farkas e equipe

A Associação Cultural Videobrasil estará em recesso do dia 23.12.2011 ao dia 4.01.2012.

VB na TV hoje: a arte contemporânea como terreno de formação da cidadania

Inspirada nos temas dos Seminários Panoramas do Sul, a série de três programas reúne ensaios audiovisuais que ampliam as reflexões em torno do sistema artístico contemporâneo no contexto do circuito geopolítico sul do mundo. O programa desta noite abordará a arte como terreno de formação do cidadão.
Às 22h, no SESCTV. Sintonize: Sky – Canal 3 NET Digital – Canal 137 (SP e RJ) OI – Canal 28 (DTH). Saiba mais sobre a programação e conheça a grade completa VB na TV.

Manifesto do Imigrante

Fomos chamados de muitos nomes. Ilegais. Alienígenas. Trabalhadores convidados. Atravessadores de fronteira. Indesejáveis. Exilados. Criminosos. Não-cidadãos. Terroristas. Ladrões. Estrangeiros. Invasores. Em situação irregular.

Nossas vozes convergem nos seguintes princípios:

1. Sabemos que a conectividade internacional é a realidade que os imigrantes ajudaram a criar, é o lugar onde todos nós residimos. Entendemos que a qualidade de vida de uma pessoa em um país depende do trabalho dos imigrantes. Identificamo-nos como parte do mecanismo de mudança.

2. Estamos todos ligados a mais de um país. O fenômeno multilateral da migração não pode ser resolvido unilateralmente, ou então gerará uma realidade vulnerável para os imigrantes. Implementar direitos universais é essencial. O direito de ser incluído pertence a todos.

3. Temos o direito de circular e o direito de não sermos forçado a nos mudarmos. Exigimos os mesmos privilégios que as corporações e a elite internacional, que tem liberdade de viajar e se estabelecer onde quer que escolha. Todos nós somos dignos de oportunidade e da possibilidade de progresso. Nós todos temos o direito a uma vida melhor.

4. Acreditamos que a única lei merecedora de nosso respeito é uma lei sem preconceitos, que protege a todos, em todos os lugares. Sem exclusões. Sem exceções. Condenamos a criminalização da vida dos imigrantes.

5. Afirmamos que ser imigrante não significa pertencer a uma classe social específica, nem carregar um estatuto jurídico especial. Ser um imigrante significa ser um explorador, o que significa movimento, esta é a nossa condição compartilhada. A solidariedade é a nossa riqueza.

6. Reconhecemos que os indivíduos com direitos inalienáveis são os verdadeiro barômetros da civilização. Nós nos identificamos com as vitórias da abolição da escravatura, o movimento dos direitos civis, o avanço dos direitos das mulheres e as conquistas crescentes da comunidade LGBT. É nossa responsabilidade urgente e nosso dever histórico fazer dos direitos dos imigrantes o triunfo seguinte na busca pela dignidade humana. É inevitável que o tratamento deficitário dos imigrantes de hoje constitua nossa desonra de amanhã.

7. Nós consideramos o valor da experiência humana e da capacidade intelectual que os imigrantes trazem consigo tão grande quanto o trabalho que prestam. Fazemos um apelo pelo o respeito ao conhecimento cultural, social, técnico e político que detêm.

8. Estamos convencidos de que a funcionalidade das fronteiras internacionais deveria ser re-imaginada a serviço da humanidade.

9. Entendemos a necessidade de relançar o conceito de comum, da Terra como um espaço que todos têm o direito de acessar e desfrutar.

10. Testemunhamos como o medo cria limites, como limites criar ódio e como o ódio só serve aos opressores. Entendemos que os imigrantes e não imigrantes estão interligados. Quando os direitos dos imigrantes são negados os direitos dos cidadãos estão em risco.

Dignidade não tem nacionalidade.

Movimento Internacional do Imigrante
Novembro 2011

Este documento foi criado em colaboração com os acadêmicos de imigração, ativistas, políticos e membros da comunidade em uma convocação na sede Internacional IM em Corona, Queens em 04 de novembro e 5.

Para mais informações, clique aqui.

Movimento coloca em debate a
condição do imigrante

http://immigrant-movement.us/sample-page/image-library/attachment/16/

O Immigrant Movement International é um projeto com cinco anos de existência iniciado pela artista cubana Tania Bruguera que tem como sedes o Queens Museum of Art e o Creative Time, ambos localizados em Nova York. Através da reflexão sobre questões que envolvem a imigração e os direitos do imigrante ao redor do globo, o projeto tem como objetivo não apenas mapear estas discussões, mas ajudar a definir e situar o imigrante como o novo cidadão global num mundo pós-nacional, assim como pôr à prova o conceito de “arte útil” em que se baseiam diversos artistas na tentativa de unir a arte a questões de urgência social.

Com isso em vista, o IM International propõe que agentes da arte contemporânea elaborem ações para o dia 18 de dezembro, às 14h de seu horário local. Seja partindo da própria leitura do manifesto elaborado pelo IM International (disponível no site), seja por ações concebidas especialmente para esse dia, o International Migrants Day se tornará uma plataforma ativa de discussões e reflexões que transcorrerão por todo o globo em tempo real.

Open Call / Dia Internacional dos Migrantes

Aqui está o que você pode fazer para participar:
- Envie um formulário com suas idéias para uma ação – como uma execução pública, painel de discussão, ou reunião de uma comunidade que afirma e promove os direitos humanos fundamentais, liberdades e dignidade dos migrantes e suas famílias;
- Leia o Migrant Manifesto em voz alta, seja como parte de sua ação ou como a ação propriamente dita;
- Informe o nome da ação, o título da proposta, com nome do autor/coletivo/instituição ou organização colaboradora;
- Situe a ação (cidade e país; e, quando houver audiência, informar instituição e endereço);
- Elabore um breve relato sobre a ação e um statement das intenções;
- Envie links e/ou imagens de referência para sua ação.

Para mais informações, visite o site.

Mostra de Olafur Eliasson recebe o grande prêmio da APCA

Em votação realizada ontem, a APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte elegeu os melhores artistas e projetos de 2011 nas seguintes categorias: Arquitetura, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil, Televisão e Artes Visuais. Nesta categoria, a mostra Olafur Eliasson – Seu corpo da obra, integrante do 17º Festival SESC_Videobrasil, recebeu o primeiro prêmio, o Grande Prêmio da Crítica. Os eleitos receberão a distinção no dia 13 de março de 2012, em cerimônia no teatro Sesc Pinheiros, em São Paulo.


Pílula SESCTV: Videobrasil na TV

Programa enfoca técnicas e desafios da mediação em arte contemporânea

Assista aqui ao programa transmitido ontem pelo SESCTV Experimentando arte contemporânea: formação: um sobrevôo sobre a experiência de formação de mediadores para as mostras do 17º Festival: os desafios de comunicar, educar, informar e despertar interesse são abordados por especialistas em arte educação, artes cênicas, narração de histórias e também pelos próprios formandos e artistas convidados. Para além dos temas apresentados nas mostras Panoramas do Sul e Seu corpo da obra, o processo de formação envolveu desde discussões sobre o contato com o público de estudantes até temas como a consciência corporal do mediador e a transposição e rearticulação de questões trazidas pelo Festival.

17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil: Panoramas do Sul recebe 100 mil visitantes

Apresentando destaques da produção recente do Sul global (América Latina, África, Europa do Leste, Oriente Médio, Ásia e Oceania), a exposição de arte contemporânea Panoramas do Sul chega ao fim no dia 11 de dezembro, no SESC Belenzinho, contabilizando mais de 100 mil visitantes. Número duplamente significativo, já que a mostra dá protagonismo a uma produção fora do eixo econômico e culturalmente hegemônico do planeta e acontece numa região da cidade carente de espaços para as artes visuais, em um local com afluxo de públicos com os mais variados perfis.

Com 101 artistas participantes, provenientes de mais de 50 países, a mostra competitiva Panoramas do Sul se afirma como uma plataforma privilegiada de divulgação da arte do eixo sul. Os trabalhos premiados servem como indicativo de rumos dessa produção: se o grande premiado, o libanês Akram Zaatari (Tomorrow everything will be alright, 2010), tem reconhecida uma trajetória de dedicação à linguagem em vídeo, os demais premiados apontam para estratégias diversas.

Temas profundamente humanos emergem na cartografia emocional da israelense Moran Shavit (Exploring, 2010), no testemunho poético da indiana Natasha Mendonca (Jan Villa, 2010) e na crítica política do chinês Liu Wei (Unforgettable Memory, 2009). Investigações formais aparecem na subversão narrativa da boliviana Claudia Joskowicz (Round and round and consumed by fire, 2009), nas “pré-esculturas” de Adriano Costa (Tapetes, 2010), no olhar renovado de Dirceu Maués sobre o cotidiano (Em um lugar qualquer – Outeiro, 2009) e no discurso fragmentário do argentino Sebastián Diaz Morales (Oracle, 2009). Os impactos e sentidos da ação humana emergem em trabalhos como o de Eder Santos (Pilgrimage, 2010), na imbricação entre as dimensões natural e cultural em obra de Carla Zaccagnini (Bravo-Radio-Atlas-Virus-Opera, 2010), nas relações entre arte e indústria pelo olhar de Milton Machado e Cacá Vicalvi (Vermelho, 2009) ou ainda nas fantásticas lucubrações de Gabriel Mascaro (As aventuras de Paulo Bruscky, 2010).

Domingo, dia 11.12, é o último dia para conferir estas e outras 90 obras que integram Panoramas do Sul. Veja aqui o serviço completo.