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SESC - SÃO PAULO
Originário
de uma dupla raiz, constituída pela invenção tecnológica
e pela linguagem das telas, o vídeo, a partir de um território
indiferenciado, projetou-se em ascenção rápida ru
mo à autonomia. Em tempo olimpíco vestiu-se de roupagem
própria, balizou um território e criou um idioma personalizado,
dotado de sintaxe peculiar e de articulações específicas.
Consolidou-se, enfim, como u ma nova forma de focalizar, revelar e interpretar
o mundo. Mais que tudo, expandiu o universo da representação
artística, adicionando-lhe um recurso marcado pela concisão
signo de afinidade com a construção po&eac ute;tica.
A um tempo
modulado pelas vertigens da pós-modernidade, entre as quais a do
estilhaçamento dos preceitos fixos e a da celebração
da impermanência, o vídeo vem trazer o benefício de
um campo pouco explor ado, propício à experimentação
estética, à investigação da forma e à
busca ousada da novidade.
O Videobrasil,
nesta sua 11º versão, dá continuidade à sua
trajetória de ampliações sucessivas e multiplica
as atividades propostas. Ao lado das mostras, das vídeo-instalações,
das p erformances, dos fóruns de debates e do videojornal traz,
este ano - através de instalações, conferências
e retrospectivas - uma homenagem a Nam June
Paik, primeiro criador a reunir, na d&eac ute;cada de 60, arte e televisão.
Para o SESC,
instituição comprometida com a idéia de partilha
social da cultura, o evento, a par de seus outros méritos, adquire
significado em razão, também, de uma possibilidade fundamental:
a de estabelece r sintonia entre o grande público e a criação
artística.
Danilo
Santos Miranda - Diretor do Departamento Regional do SESC - São
Paulo.
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